Intermitente quanto o
giro gracioso do Silêncio
Nas faces rosadas
desse Sentimento
Uma luz borrada que
insinua suas fabulas
Uma musica suave toca
ao longe
Fecho os olhos
Enquanto o mundo
girava no compasso dessa melodia
Girando e girando, as
ondas batendo na proa desse barco
Deitada entre as
rosas, recobertas de espinhos
Que empalavam a carne
e derramavam entre as feridas o doce fragor das rosas
E assim se derramavam
na escuridão
Abismos e vales se
intercalavam ao doce giro da vida
Entre os cacos
quebrados dessa ilusão
Suspiro trêmulo em
meio a tempestade habita
Girando e Girando, no
compasso do vento
A melodia sinistra que
ecoa nos recônditos da alma
O vitral se quebra no
arranjo rebuscado desse do
A ferida viva que se
ascende
As cores se alteram, e
revelam a imagem no espelho
A ilusão tremula
enquanto as gostas de sangue se espalham ao redor
Da imagem refletida da
dor
As imagens são
borradas
As lagrimas derradeiras
toldam a visão
Mas ainda é possível enxergar
ao longe o porto dos sentidos
Aqueles que nos são visíveis,
se distanciar
E girando o barco
afasta, das nuvens de Nevoa
Que se dissipam quando
abro os olhos
Para vislumbrar apenas
uma cálida luz
Quando antes era um
lindo pôr do sol
E assim vejo a verdade
por trás das tênues ilusões que nos cercam
As pessoas crivam suas
mentes com mentiras
E elas engatam-se em
suas peles como se fossem lindas rosas
Mas sem contudo ver, o
sangue que caem lentamente da ferida aberta de suas ilusões
A verdade é uma chama tênue
de luz que brilha fracamente
No fim do abismo mais
profundo e vil
De nossos Tormentos
E assim que o barco
aporta
Vislumbro por um instante
a verdade se insinuar nas bordas desse mundo
Antes que a nuvem de
Nevoa ganhe força
E acompanhe meu passo
cadenciado para o caminho das verdades ocultas

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