quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ilusion

"Nunca deixe de ser quem você é!"





Intermitente quanto o giro gracioso do Silêncio
Nas faces rosadas desse Sentimento
Uma luz borrada que insinua suas fabulas

Uma musica suave toca ao longe
Fecho os olhos
Enquanto o mundo girava no compasso dessa melodia

Girando e girando, as ondas batendo na proa desse barco
Deitada entre as rosas, recobertas de espinhos
Que empalavam a carne e derramavam entre as feridas o doce fragor das rosas

E assim se derramavam na escuridão
Abismos e vales se intercalavam ao doce giro da vida
Entre os cacos quebrados dessa ilusão
Suspiro trêmulo em meio a tempestade habita

Girando e Girando, no compasso do vento
A melodia sinistra que ecoa nos recônditos da alma
O vitral se quebra no arranjo rebuscado desse do

A ferida viva que se ascende
As cores se alteram, e revelam a imagem no espelho
A ilusão tremula enquanto as gostas de sangue se espalham ao redor
Da imagem refletida da dor

As imagens são borradas
As lagrimas derradeiras toldam a visão
Mas ainda é possível enxergar ao longe o porto dos sentidos
Aqueles que nos são visíveis, se distanciar

E girando o barco afasta, das nuvens de Nevoa
Que se dissipam quando abro os olhos
Para vislumbrar apenas uma cálida luz
Quando antes era um lindo pôr do sol

E assim vejo a verdade por trás das tênues ilusões que nos cercam
As pessoas crivam suas mentes com mentiras
E elas engatam-se em suas peles como se fossem lindas rosas
Mas sem contudo ver, o sangue que caem lentamente da ferida aberta de suas ilusões

A verdade é uma chama tênue de luz que brilha fracamente
No fim do abismo mais profundo e vil
De nossos Tormentos

E assim que o barco aporta
Vislumbro por um instante a verdade se insinuar nas bordas desse mundo
Antes que a nuvem de Nevoa ganhe força
E acompanhe meu passo cadenciado para o caminho das verdades ocultas

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