domingo, 1 de janeiro de 2012

Ainda estou em busca dos versos perfeitos. Mas acredito que isso é apenas um estado de espirito, enquanto não sou tomado por tamanha inspiração, vou postar algo recente. Soa um pouco Fragil, mas são nesses momentos que dizemos ao mundo quem somos!



Versos Mudos



Apenas Hiato...

 Parece tão pouco
Tropeço nas linhas
Sofro calada,
Busco no silencio a criança que se fora
As dimensões são tão pequenas
Tudo o que vejo são sombras
Perfuro a escuridão com lagrimas
Deslumbro os sonhos mais audaciosos
Componho os detalhes de um mundo diferente
Sem saber
Que já estou sozinha
Nesse mundo construído de imaginação
Tão só a vagar
Na escuridão das sombras
Dessa realidade agonizante
Com medo de me perder completamente
No solo das hipocrisias humanas
E me tornar apenas um hiato
Sem nenhum sentido
Aparente de ser!



O silencio das palavras


As palavras rodaram no disco
No avesso arranhado e distorcido
Queriam desesperadamente preencher as lacunas,
Que ficaram vazias
Elas me lembravam
A sua voz
O som doce reverberando no meu coração
Queria desesperadamente ser alguma coisa
Dizia muito e ao mesmo tempo dizia quase nada
Era como se um vento dispersasse
As palavras para bem longe
Elas tinham tantos significados
Faziam-me flutuar em sonhos
Elas desbravam os sete mares
Riscavam os céus em uma asa delta
Eram a melodia dos sinos que soavam,
Com a brisa morna do outono
Eram o orvalho retido nas pétalas dos lírios
A canção mais doce que o suave retinir das cordas do violão
Um sussurro a invadir a alma
No meio da escuridão.
Eram tudo e eram nada
Eram vividas como o canto dos pássaros
Mas eram silenciosas como os versos mudos
Das palavras mortas
Não tinham uma razão aparente de ser
Pois não deixavam de ser egoístas
Porque não tinham pretensão nenhuma de permanecer
Queriam apenas um lugar para pousar
As asas cansadas
E depois alçou vôo novamente
E ficaram o eco das palavras mortas
Tão frias quanto vazias
O som que ficou perdido no ar
No meio das coisas esquecidas
Atrás do armário
A canção perdida
Os versos perdidos
Na ausência das suas palavras...