Navega por essas
lembranças como água flui por um rio,
Sem jamais voltar,
Correndo pelo mundo
sem jamais aportar!
Sussurra pela encosta
dessas montanhas
Como vento
Acalenta a flor da mangueira
Sem arrastar
Sem tocar
Como o sol que aquece
a pele
Nas manhãs de inverno
Tão ameno
E corriqueiro
Sem jamais queimar
Ouça a melodia ecoar
Nesses recônditos
esquecidos
Da terra a desbravar
Canta a Cigarra
O Bem-te-vi
E o Sabiá
E quando o céu tocar
E sobre as nuvens
viajar
O Horizonte tão
esplendido
Tão distante
Acima das montanhas se
mostrará
A paisagem colada na
retina da memória
Com a tela a perfilar
Esses rabiscos
caprichados
Pelo tempo
Das curvaturas desse
rio
E como rio Navega
pelas lembranças
Sem jamais permanecer
A paisagem que compõe esse
quadro
Desvanecerá com o
fluir das águas
Permanecendo Apenas
nos olhos
Daquele que vê
