quarta-feira, 25 de abril de 2012

Entre dois mundos




Talvez nem tanto nem tão pouco
Nem o riso da alegria compartilhada
Nem a tristeza da separação continua

Talvez as fotos antigas componham historias
Talvez os sorrisos passados
Revelem segredos escondidos

Quem são nossos pais
Quem somos nós
É por que precisamos de trafegar entre dois extremos
Para sermos felizes

Nem a chuva
Nem o sol
Apenas o arco-íris

Nem a riqueza
Nem a pobreza
Mas a liberdade de irmos onde o sol abarca o universo
E onde a aventura se insinua



Nem o doce som da melodia
Nessas instâncias do amor
Nem os códices do derradeiro poema
Que a paixão é capaz de compor

Então porque não redefinir essas inquietudes
Em uma única palavra que a traduza e a sustente
Chamaremos-lhe simplicidade.

Que é uma forma conveniente de estar
Em dois lugares
E em lugar algum

Nem frio nem quente
Mas eterno
No que se traduz a alma
Do mais ardil aventureiro
Que destes sertões viaja na trilha
Da incerteza
E vaga no mar do imaginário
Para onde vão as almas
Que por muitas gerações
Brigaram entre bem o mal
Sem ao menos provar
O doce néctar da felicidade

domingo, 22 de abril de 2012


O cais

Quando o sol se curvou sobre os horizontes
As paginas dessa carta voaram da minha mão
Mas não importa,
Tudo está tão frio
Você não percebe
Sobre qual prisma o vejo?

Agora já esta tarde
E as nuvens se condensam
Esperando-me partir
Mas para onde eu vou
O sol já não brilha...
Pois você não estará lá toda vez que eu abrir os olhos!



Permita-me que eu parta
Já não percebes mais a minha ausência
Eu já morri antes
Quantas vezes terei de morrer para que permitas que eu vá embora?

Não vês o pássaro regressando ao seu ninho
Imaginas se lhes cortam as asas
Como poderia ele ir embora?
Então quando me porás em liberdade
Para que eu viaje para longe

Já não importa o quanto longe ou perto estou
Se você não me vê
Você não sabe quem sou eu
Por que então não me deixas partir

O barco já vai longe
As nuvens encobrindo o seu rastro
Se me deixares é tudo que veras de mim
As ondas quebrando sobre o nevoeiro

Então irei para longe de ti
Aonde não podes mais me algemar
Na escuridão desse cais,
Aonde não existem pousadas
Não se chega e nem se vai
E assim permanece,
Sem ao menos tocar o coração

Então serei livre novamente!!!

domingo, 1 de abril de 2012

O que é de fato verdade?

Uma das coisas tragicas do conhecimento é o poder que ele tem de abrir nossos olhos, trágico no sentido que nos deparamos com algo parecido com a impotencia, por que não ha lugar para se refugiar. Para que lado olhar, onde a propria historia é manchada pelo tendencionismo de uma elite burguesa e centralizada? O que fara ela quando todos abrirem os olhos? Tomada por esse espirito indagador, postarei aqui dois poemas meus, um que escrevi nesse exato momento e outro que escrevi ha muito tempo atras. E um video que gosto muito. Mas que nao serve para ilustrar os poemas, e sim meu estado de espirito.

“Uma mentira dita cem vezes, torna-se verdade” Goebbels

Eu busco algo que se encaixa entre as palavras
Que antagonizem os versos
Dispersem as melodias
E oriente as rosas dos ventos
Num caminho ao contrario
A que todos estão seguindo

Talvez lá as palavras farão sentido
Os versos serão finalmente lidos
As melodias unirão pessoas
A bussola finalmente apontara o caminho certo

E são essas palavras encaixadas nos versos mortos
Das verdades ocultas entre inverdades
É que apontará o verdadeiro caminho


(acessem o link)


Realidade
O homem escreve a sua História, ao longos dos anos, e deixam para as gerações futura os erros, para que eles não cometam de novo, é essa a nossa herança, erros, de mentes levianas, que para se sentirem fortes, construíram sua ideologia a base da ganância, de conquistar um poder através da desgraça alheia, do sofrimento de pessoas inocentes, da morte de civilizações de homens que realmente sabiam o que é racionalidade, a nossa história está preguinada com sangue, e esta realidade ainda mancha a bandeira de nossa sociedade!!!
 Autor(a): Carla Cardoso Valadares
Belo Horizonte, 21 de julho de 2004