domingo, 22 de abril de 2012


O cais

Quando o sol se curvou sobre os horizontes
As paginas dessa carta voaram da minha mão
Mas não importa,
Tudo está tão frio
Você não percebe
Sobre qual prisma o vejo?

Agora já esta tarde
E as nuvens se condensam
Esperando-me partir
Mas para onde eu vou
O sol já não brilha...
Pois você não estará lá toda vez que eu abrir os olhos!



Permita-me que eu parta
Já não percebes mais a minha ausência
Eu já morri antes
Quantas vezes terei de morrer para que permitas que eu vá embora?

Não vês o pássaro regressando ao seu ninho
Imaginas se lhes cortam as asas
Como poderia ele ir embora?
Então quando me porás em liberdade
Para que eu viaje para longe

Já não importa o quanto longe ou perto estou
Se você não me vê
Você não sabe quem sou eu
Por que então não me deixas partir

O barco já vai longe
As nuvens encobrindo o seu rastro
Se me deixares é tudo que veras de mim
As ondas quebrando sobre o nevoeiro

Então irei para longe de ti
Aonde não podes mais me algemar
Na escuridão desse cais,
Aonde não existem pousadas
Não se chega e nem se vai
E assim permanece,
Sem ao menos tocar o coração

Então serei livre novamente!!!

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