quarta-feira, 25 de abril de 2012

Entre dois mundos




Talvez nem tanto nem tão pouco
Nem o riso da alegria compartilhada
Nem a tristeza da separação continua

Talvez as fotos antigas componham historias
Talvez os sorrisos passados
Revelem segredos escondidos

Quem são nossos pais
Quem somos nós
É por que precisamos de trafegar entre dois extremos
Para sermos felizes

Nem a chuva
Nem o sol
Apenas o arco-íris

Nem a riqueza
Nem a pobreza
Mas a liberdade de irmos onde o sol abarca o universo
E onde a aventura se insinua



Nem o doce som da melodia
Nessas instâncias do amor
Nem os códices do derradeiro poema
Que a paixão é capaz de compor

Então porque não redefinir essas inquietudes
Em uma única palavra que a traduza e a sustente
Chamaremos-lhe simplicidade.

Que é uma forma conveniente de estar
Em dois lugares
E em lugar algum

Nem frio nem quente
Mas eterno
No que se traduz a alma
Do mais ardil aventureiro
Que destes sertões viaja na trilha
Da incerteza
E vaga no mar do imaginário
Para onde vão as almas
Que por muitas gerações
Brigaram entre bem o mal
Sem ao menos provar
O doce néctar da felicidade

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