terça-feira, 9 de junho de 2020

A porta do Sábio

Boa noite, como vão? Espero que estejam bem. Hoje eu trago um trecho da segunda história que estou desenvolvendo ainda dentro da temática “As crônicas do amanhã perdido”.

Esse livro tem um contexto mais espiritual, e não poderia ser diferente, pois sendo quem sou e acreditando em quem acredito (a saber Deus e Jesus, nosso salvador), não tem como não retratar a minha fé em diferentes histórias.

E cá entre nós, excetuando a primeira história das Crônicas do Amanhã perdido que já estou na metade e rumo a publicação (se Deus assim o permitir), as histórias que retratam a minha fé são aquelas que eu considero mais profundas e mais poéticas.

Bem pelo menos na minha concepção.

E essa segunda história retrata um homem que vaga pelo, o que podemos chamar de Limbo, mas nós cristãos protestantes não acreditamos nesse lugar de passagem e penitência. Mas acreditamos que há momentos ou circunstâncias que levam as pessoas a terem experiências reais com Deus, estando elas dormindo placidamente em suas camas, ou em situações de vida ou morte.

E esse homem vagueia nesse lugar buscando o sentido da vida.

Nesse trecho em específico trago uma temática critica com relação aos “pais” da prática pedagógica em vigor no Brasil, que tem pauperizando a nossa educação há, pelo menos, meio século.

Aí você vai me perguntar: mas você não disse que essa história tinha um viés espiritual e agora tá dizendo que há uma crítica ao sistema educacional brasileiro, como pode uma coisa ter haver com a outra?

Simples meu caro, Efésios 6:12:


“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”.


O que acontece no mundo real, espelha a luta que ocorre no mundo espiritual. E o que está acontecendo com a educação brasileira é sim, na minha concepção, uma destruição que partiu do mundo espiritual.

É nesse sentido que reside minha crítica, ao legado que aqui enseja e o que deu lugar a esse legado no “abismo”.

Em fim, deixo aqui o link para o texto e espero sinceramente que gostem. E se gostarem compartilhem.


Um grande abraço👧😊😘

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Capitulo Extra

Olá como estão? Eu me chamo Carla e hoje eu trago uma prévia do livro que, se Deus quiser, irei publicar.
Eu comecei a delinear uma série de livros críticos quanto a sociedade em que vivemos, e no mesmo instante tive várias ideias. E elas surgiram na minha cabeça no primeiro semestre de 2013, sim foi nessa época que comecei a pensar nessas histórias. E a circunstâncias do nascimento delas é pra mim o mais estranho disso tudo. 
Estava eu, num manhã ensolarada e meio fria, morrendo de tédio em uma sala de aula da faculdade. Ainda me lembro o nome do professor, todos o chamavam de Lobo. Mas a aula dele era incrivelmente maçante, ainda mais se considerar que a aula era ministrada de manhã e eu particularmente nunca acordo direito antes das 10h. Um hábito horrível da minha parte, admito. 
Outro habito horrível da minha parte é que não consigo ficar parada sem fazer nada, e naquele momento não havia nada que me prendesse a atenção e por Deus eu havia tentado muito prestar atenção na aula. Então passei a fazer o que faço melhor, fui escrever e nesse dia escrevi o que era para mim um pequeno Conto. Que passou a ter, pouco a pouco, uma dimensão tão grande que não podia caber mais em um pequeno conto. 
A historia foi ganhando contornos reais e escondia uma critica muito oportuna. Aí encorajada por esse senso critico da realidade delineie outros pontos que naquela época eu tinha por certo que era um problema muito sério em nossa sociedade. Devo dizer, porém, que graças a Deus eu evolui e com essa evolução os meus achismos sobre o que é certo e errado também evoluíram. Mas alguns pontos críticos ainda permaneceram e são esses que merecem ter todo umas historia por trás: a corrupção, os maus-tratos aos animais e a forma como nossa sociedade cuida da sua própria casa: a terra. Esse ultimo ponto é fruto das ideologias apregoadas pela academia mas que recebido a devida reconsideração é ainda um assunto que merece atenção.
E a minha grande primeira ideia foi criar um titulo que abarcasse todo essa critica que queria desenvolver. Então o titulo surgiu primeiro, e as ideias vieram como consequência desse titulo. Eu coloquei o nome dele de Crônicas do Amanhã Perdido.
De 2013 para cá infelizmente muito dessas ideias perderam todo o sentido na minha cabeça, e elas foram sendo deixadas de lado. Mas duas em especial ganharam força e foram sendo moldadas a medida que eu mesma fui crescendo e aprendendo coisas novas. Essa historia que trago hoje foi a primeira que escrevi, ela ficou esquecida algumas vezes, mas ela meio que ganhou vida própria e volta e meia retorna em minha cabeça gritando por uma conclusão. E estou chegando lá, falta pouco. Mas eu tive uns Insigths sobre essa historia, nascida da minha frustração com os grandes escritores de ficção em geral que nunca escrevem um capitulo extra de como os personagens estão passado a trama da historia. Então eu resolvi que essa historia teria alguns capítulos extras que eu publicaria especificamente na internet. Essas historias extras não dependem da historia do livro para ser compreendidas, é com um pequeno conto. Mas ainda assim, muito legais. Atualmente me propus a escrever três contos, um está pronto os outros vou escrever depois que a historia estiver finalmente concluída.
Então é isso, deixo nesse link o capitulo extra número um, espero que gostem.

Um grande Abraço😊😘

Obs: a imagem de um casarão que peguei aleatoriamente na internet tem um porquê: a historia que estou escrevendo se passa num casarão colonial.

domingo, 31 de maio de 2020

Contos Apocalipticos - Dois


Os contos Apocalípticos nasceram dessa série Contos Inacabados. Por que inacabados? Porque a fonte de inspiração que gerou esses contos no meu coração é viva. E a cada instante uma nova historia poderá surgir dela. E a fonte, é claro, não poderia ser outra a não ser a sempre viva palavra de Deus.



Hoje trago o conto Dois. Talvez mais para frente eu escreva mais contos de apocalipse, mas como sempre, estou completamente dependente da vontade de Deus. Então a série Contos Inacabados é essa compilação delicada e inspiradora da Bíblia, e a própria a Bíblia como sabem ainda tem muito o que falar.
Hoje pensei em fazer diferente, em vez de simplesmente copiar e colar a historia aqui, resolvi deixar um link onde se poderá baixá-la. Assim essa postagem fica menos densa e você poderá ler o conto aonde quiser.

No mais um grande abraço

Espero que gostem😊💖😊💖

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Contos Apocalipticos

Um


O Café escoava lentamente pelo filtro. Da sala, vinha o som monótono e cotidiano dos noticiários.
A Organização Mundial de Saúde prevê uma nova onda do surto de… caso os países insistam em não tomar medidas mais eficazes no combate à epidemia…”
Aqui no Brasil, continua o embate politico entre o Congresso e o Governo Federal sobre o valor do Auxilio Emergencial…”
Ela pegou uma caneca de café recém-passado e sentou-se à mesa. Entre um gole e outro da bebida abençoadamente quente, ela passou os olhos pela página inicial do Instagram.
Enquanto as imagens rolavam pela tela, ela fez anotações mentais do que precisava fazer mais tarde, das coisas que tinha de comprar para o aniversário da sua loja, da reunião com um de seus fornecedores, entre tantas outras coisas mais.
Vamos agora à previsão do tempo para toda a semana…”
Na tela do celular, ela via as fotos da última viagem que o seu antigo colega de faculdade havia feito.
- Egito?! Meu Deus! Onde é que esse cara arruma tanto dinheiro para viajar direto e reto assim? – disse ela com uma pontinha de inveja.
De repente, um som distante, como uma leve batida à porta, se fez ouvir. Ela levantou sobressaltada. O movimento repentino fez com que respingasse um pouco de café na tela do celular.
- Ai caramba! - reagiu ela, procurando desesperadamente por um pano para poder secar o aparelho, antes que alguma gota de pura cafeína adentrasse por seus circuitos.
Quando ela finalmente limpou o celular, já havia esquecido do som que acabara de escutar.
Na televisão uma breve pausa entre o telejornal, abriu espaço para a costumeira propaganda comercial.
“… Limpa 3x mais que qualquer alvejante que você encontra no mercado…”
Dois apitos seguidos indicaram novas mensagens em seu Whatsapp. Ela olhou por alto, enquanto bebericava o café, mas ignorou todas elas.
“…Fique em casa!”
Precisa de empréstimo?…”
Inquieta ela abriu o YouTube e, da mesma forma automática passou os olhos pela página inicial, mas parecia que nada podia prender a sua atenção.
Novamente aquela batida baixinha se fez ouvir.
Ela levantou os olhos da tela do celular e pôs-se a ouvir atentamente.
A batida se fazia ouvir em intervalos regulares. Ritmada, baixinho, mas não menos insistente.
Ela olhou por baixo da mesa e, curiosamente, o seu cachorro super-barulhento estava roncando alto em um sono profundo dos que se sentiam seguros, sem nenhum invasor de território à vista.
Ela levou os olhos na direção da janela, mas o barulho havia parado mais uma vez.
Novante ela voltou a sua atenção para o celular em suas mãos e foi passando pelos títulos dos vídeos na página inicial do YouTube. Passava por receitas, dicas de tricô, Mix de clipes da sua banda favorita, até que um título em especial, chamou a sua atenção:
O grito da meia-noite
Era o título da pregação de um conhecido pastor.
“…falta 100 segundos para a meia-noite… – dizia o correspondente à edição matinal do seu jornal favorito.
- Hã?! – disse ela extremamente confusa, e correu até a sala para ver que coincidência bizarra fora aquela.
“…o relógio do juízo final – prosseguiu o jornalista – também chamado de relógio do apocalipse, é um relógio simbólico, criado em 1947 por um grupo de cientistas da Universidade de Chicago. O dispositivo utiliza uma analogia onde a raça humana…”
E novamente a batida.
“… está a minutos para a meia-noite…”
E a batida prosseguia daquela mesma forma ritmada, mas parecia crescer de intensidade.
“…onde a meia-noite representa a destruição por uma guerra nuclear…”
E o cachorro se esticou todo, deu um enorme bocejo e voltou a dormir.
Intrigada, ela foi até a porta da sala, e olhou na direção do portão. Dali era visível qualquer pé que estivesse na calçada em frente à sua casa. Porém, não havia ninguém…
- Mia… – ouviu alguém sussurrar o seu nome ao longe, mas fora ela e o seu cachorro, que havia voltado a roncar, não havia mais ninguém em casa.
A batida continuava.
Ela olhou em todas as direções, buscando a origem daquele som, até que seus olhos passaram por cima do muro que separava a sua casa da rua e pousaram um pouco à esquerda, em cima do poste onde viu, um pica-pau atacando vorazmente o velho poste de madeira.
Parecia que o mistério acerca do barulho havia sido solucionado.
Mas uma nova inquietação havia tomado o seu ser.
Voltou até a cozinha onde havia deixado o celular e, destravando-o novamente, voltou àquele mesmo vídeo que havia chamado a sua atenção. Mas o título que agora via, era completamente diferente do que tinha visto anteriormente, apesar da imagem que aparecia junto ao título, fosse a mesma. O título de agora era: O despertar de Enoque.
Curiosa, foi até o quarto e resgatou a sua negligenciada Bíblia. Voltou para a sala, desligou a TV. Se acomodou no sofá e deu início ao vídeo. Assim que o vídeo começou, o pastor pediu que abrisse a Bíblia no livro de Gêneses. Mas assim que abriu a Bíblia, as folhas pularam teimosamente até o final do livro, onde havia deixado, um lindo marcador de página. Ela até havia se esquecido que deixara ele ali. Havia sido um presente que sua irmã havia lhe dado.
Retirou o marcador da página, e pela primeira vez viu em que livro o marcador havia sido deixado: o livro de Apocalipse. E de toda a página, apenas um versículo havia sido destacado com marcador de texto amarelo neon, por ela mesma, tempos atrás:


Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”.


Imediatamente aquela batida suave se fez ouvir novamente, e ela soube que não era o pica-pau que produzia esse som. E uma alegria que excede a mais pura felicidade tomou conta do seu ser, lançando fora toda sua inquietação. Já não estava mais sozinha.