Revendo algumas folhas desconexas, arrumando minhas bagunças achei um pequeno poema entre muitos rasbicos. O chato que eu não faço ideia de qual mês exatamente eu o escrevi, mas eu sei que foi ano passado... Espero que gostem...
Mais tarde...
Quando o sol tocar as montanhas...
E os pássaros pararem de cantar na minha janela.
A caixa de mensagem está cheia...
Mas resolvi deixar para mais tarde.
Quando?
Não importa...
Talvez depois da chuva...
Quando acordar e não tiver mais pesadelos...
Ou Quando parar de pensar nessas imagens que se repetem sempre e em câmera lenta na minha cabeça...
E Quando a voz da minha consciência parar de sussurrar advertidamente, insistindo para que eu não volte atrás.
Mesmo assim é tarde demais...
Mais tarde...
A lua se insinua pela janela.
Talvez já seja hora de sair...
Não vou para o mesmo lugar...
Ignoro o toque insistente do telefone...
O vento sopra suave e a voz resolve calar-se de vez em minha mente...
Aquilo que eu tinha deixado para mais tarde não tem mais nenhuma importância...
O tempo dele passou, e agora me desfiz de todas essas coisas velhas.
O telefone toca, mas não me diz respeito!
Deixei tudo para trás...
Você e todas essas coisas velhas!
Autor(a): Carla C. Valadares
Belo Horizonte, 2010

Novamente um texto lindo!
ResponderExcluirSempre me perco em pensamentos quando estou lendo seus poemas e textos Carla.
Parabéns!
Beijos
Gostei deste texto poético.
ResponderExcluirA parte que me surpreendi por encontrar algo em comum à minha vida foi a desqualificação de algo que era importante antes que deixado para depois perde seu valor.
Lerei mais textos de sua autoria, mas para começar, já foi uma ótima experiência iniciar com este.