domingo, 19 de junho de 2011

o Anjo Apaixonado


Estou facinada com as ideias mirabolantes que surgem na minha cabeça. ultimamente tenho pensado que se não fosse pela gravidade, alguem que quisesse mergulhar e tivesse medo de se afogar era só dá um salto de cabeça para cima que flutuaria na imensidão do céu... Bom acho que realmente nasci no planeta errado, eis mais um de meus poemas, ainda influenciado pelo desejo absurdo de apaixonar...
Imensidão do silêncio

Eu queria te dizer, que talvez não esteja pronta
Para olhar nos seus olhos e flutuar
O sol nasceu no leste quando dei as costas
E decolei,
Eu pensei que talvez você fosse apenas um rosto
Como tantos outros e não poderia me alcançar nas alturas...
Pensei que essa voz se calaria dentro de mim
Quando a distancia fosse grande demais
Para que eu pudesse te tocar
Mas ela fechou-se em um punho cerrado e esta me comprimindo em agonia
Eu estou com medo...
Voei para longe demais
As nuvens flutuam sobre as minhas costas
E eu estou afogando na imensidão desse silencio
Eu fugi...
Eu tive que fugi
 

Porque não tive coragem de te dizer
Que temo o momento em que o silêncio se aprofundasse
E fosse a única voz que soasse entre nós
E que essa distancia seria realmente intransponível.
Que as vozes se calassem para não se contradizerem
E era esse o caminho arranhado do meu coração
Mergulhei nesse abismo e temo a escuridão
Quando ela vem me comprimir tirando meu fôlego
Tento respirar
Grito seu nome
Mas você esta longe demais para poder ouvir a minha voz
Estou caindo no fulgor do infinito e ainda posso tocar as estrelas
Com as pontas dos meus dedos
Mas você está lá em baixo
E seus olhos me perfuram, mas não permanecem em mim
Riscam as paredes de minha consciência
E despertam todos os meus sentidos
Suspiro em êxtase
E novamente fecho os olhos
Não tenho coragem de enfrentar o fulgor de seu olhar
Parecem querer revelar uma parte escondida da minha consciência
Mas não falam nada de si
Será que estou caminhando sozinha?
Eu fugi
Mas você não veio atrás de mim
Estou caindo
Mergulhando fundo no abismo da solidão
A escuridão é grande demais e não posso enxergar mais nada
As estrelas estão longe e a lua sumiu em sua curvatura
Não me deixe cair...
Me de a sua mão
E pule comigo para o infinito...
Não me deixar passar por você
E não permanecer...
Como se nossos caminhos fossem duas retas sem interseção!

Um comentário:

  1. Não manifestar surpresa pela beleza e a qualidade do poema!
    Parabéns de novo Carlinha,
    seu jeito de escrever me encanta!
    Parabéns pelo blog e pelas postagens.

    beijo

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