Ainda sendo influenciada... Não da forma que eu gostaria, mas delicadamente influenciada. Uma das minhas inspirações embora nao tanto poetica, é The Twelve kingodoms, e recentemente Rio. Uma produção, que enriquece e valoriza nossa cultura e nao é apenas uma suposição do que seja ela. Esse poema será o ultimo que postarei nessa linha apaixonada... Pretendo resgatar aqui nos proximos textos, minha linha critica e moderada.... Espero que gostem....
O mar nas nuvens
Debaixo da castanheira
Um bem-te-vi caído
Com as asas quebradas
Debatia-se desesperado tentando erguer o pequeno corpo do chão
E ganhar as distancia dos céus...
Mas não importa o que ele faça
As nuvens estão longe demais para serem tocadas
Ele estende a mão
Mas não consegue me alcançar aqui onde estou
Seus olhos me encontram na penumbra da noite
Seu sorriso varre minha resistência
Tento alcançá-lo
Suas mãos vacilam
Agora ele esta longe
Nos céus as nuvens
O inatingível mar das nuvens
A melodia soa ao longeElevando-se ao céu
Convidando-me a mergulhar nas nuvens desse mar
Arrasto-me no meio das arvores
Minhas asas estão atadas
Grito assustada
Estou com medo
De não voltar mais para casa
Acima das nuvens do céu
Ele tocou as minhas mãos
Enquanto voava baixo na dança dos ventosOlhou nos meus olhos
Mas se foi
Permaneceu em mim algum tempo
Pulsando como uma ferida aberta
Prendendo-me nessa escuridão
A lua prateada me chama
E o vento sussurrante passeia pelas minhas asas
Elas ensaiam os impulsos
Na brisa desse vento
Mas ainda estou presa
Pelos olhos de um algoz
Que invadiram minha essência
E deturparam minha resolução

As nuvens cobrem a lua
E se espalham ao redorCom um nevoa fria e acolhedora
Elas tocam o chão e se insinuam ao meu redor
Toco sua espessura com uma pontada de alegria
O mar sussurra em suas entranhas
Eu não fui pousar em suas calmas águas
Elas então vieram me buscar
O mar das nuvens
O bem-te-vi para de se debater
A névoa do alvorecer dispersou a escuridãoE ele já não precisa temer aquilo que não podia ver
Agora um branco lúgubre pinta o céu até aonde as vistas alcançam
E ele não se sente preso ao chão
As nuvens se insinuam sobre ele
Abraçando suas pequenas formas
Em um redemoinho de água
O mar o envolve e ele sente que pode mergulhar bem fundo e flutuar
De repente já não são as nuvens que o sustenta
Mas o vento que passa veloz e resistente pelas suas asas
Elas se abrem majestosas
Acima do mar das nuvens
parabéns pelas seu poema como voce esta muito bem, nossa como voce vem crescendo nas palavras.
ResponderExcluirolha Parabéns pelo poema que tudo que voce escreve vem melhorando a cada dia
ResponderExcluirBonito de mais o poema, é uma pena saber que vc vai deixar de publicar (por enquanto) esta linha apaixonada -como vc mesmo definiu, mas por outro lado espero que sua linha critica e moderada seja tão boa ou supere a apaixonada!!
ResponderExcluirfã dos seu escritos ..