Ping Pong _Eita nostalgia
Nossa agora me dei conta de quanto estou ficando velha!! Quando eu era criança eu tinha paixão por essa serie de figurinhas, e tinha plena convicção de que eu ia para o pantanal e ia me hospedar na oca de uma tribo indigena qualquer e sei lá seria uma veterinaria e capitã planeta ao mesmo tempo. EUzinha tinha plena convicção de que ia salvar a mata Atlantica....Vali me Deus... quanta imaginação...então estou deixando meu tributo aqui, as figurinhas, a mata atlântia e pantanal, e a minha fertil imaginação... Acreditem em mim nada mudou rsrsrsrs
Nossa agora me dei conta de quanto estou ficando velha!! Quando eu era criança eu tinha paixão por essa serie de figurinhas, e tinha plena convicção de que eu ia para o pantanal e ia me hospedar na oca de uma tribo indigena qualquer e sei lá seria uma veterinaria e capitã planeta ao mesmo tempo. EUzinha tinha plena convicção de que ia salvar a mata Atlantica....Vali me Deus... quanta imaginação...então estou deixando meu tributo aqui, as figurinhas, a mata atlântia e pantanal, e a minha fertil imaginação... Acreditem em mim nada mudou rsrsrsrs
Nas páginas desbotadas do livro...
Debruça-se sobre as rosas...
Embora sejam feitas de papel...
Exalam perfumes doces de mil e umas aventuras passadas.
Viajam por seus campos num corcel a galopar.
Arrasta-se os aromas num pequeno redemoinho.
Passeia de trem pelas paradas mineiras...
De um terreno retorcido de um cerrado grosseiro...
Ao mesmo tempo em que atravessavam pontes sobre límpidas e misteriosas montanhas verdejantes da já extinta mata atlântica.
Tão belas paisagens numa figurinha...
Um álbum fantástico de coisas a descobrir sobre minha terra.
E nela não há palavras para explicar...
E nela são todas as coisas.
O ar que recende a capim molhado, a água que desce valente pelas encostas turvas de minhas queridas montanhas mineiras.
Desbravam as matas sem nela tocar...
E o sol que queima de quente morno a afagar levemente a pele nas tardes outonais e rugi furioso sobre as ondas no mar de verão.
Lança sobre as águas e cria miríades de cores que refletem nessa minha mata de figurinhas do álbum de colecionador. Onça pintada sorve a água no leito do rio. O sol a trespassa e lança um brilho tênue sobre seus pelos pintados de marrom e preto.
O mesmo sol tinge de dourado a pele da morena mineira.
Ela anda distraída, como se não desse conta do tempo.
Para no sinal e vira na direção do transito com a mão sobre o os olhos se protegendo do sol.
Seus cílios longos sem nenhum bordado.
Guardam olhos de amêndoas que reflete no sol como se fossem ouro fundido. Me lembra o dourado do mel tirado diretamente das casas das abelhas.
O seu vestido é longo e ondula suavemente sobre a brisa morna de outono.
Uma tira delicada é trançada sobre sua cintura fina.
Pernas longas calçam sapatos pontudos.
Contudo, mal se lembra de andar.
Desliza suavemente pelo tempo.
Sem pressa nenhuma de chegar.
Sobre as mãos o livro
Das rosas, do corcel, e das aventuras pelas terras a desbravar.
Ela para no ponto de ônibus e dá sinal. Sigo-a pela aventura do mistério a desvendar.
Dos seus olhos distantes, na poesia contida da historia.
Do seu meio riso retido para não deixar escapar o seu conteúdo...
Da aventura e desventura. Do tropeço do cavaleiro em seu cavalo.
Das cruzadas e das lindas paisagens retratadas no livro.
Ela viaja pelas letras mantendo firmes seus olhos de amêndoas. Adornando as historias com suas paixões e suas frágeis percepções. Criando o fantástico a partir do estático das letras cursivas e compridas numa pagina.
Nesse instante eu era apenas o livro...
Carla Cardoso Valadares


Parabéns pelo texto Carlinha, sempre lindas palavras!
ResponderExcluirBoa semana!
Beijos